domingo, 27 de fevereiro de 2011

Há dias que me sinto assim, um turbilhão de ideias e mesmo assim, sinto que falta algo.
 É como se uma tempestade tomasse conta de minha vida, e por alguns momentos bagunçasse as gavetas mais ou menos organizadas de minha rotina. Mas, ao passo que vou sendo sorteada com cada segundo do dia, sinto que posso mais, posso ser mais do que os outros esperam de mim e até mais do que eu mesma espero, isso faz uma diferença danada.
Por que a gente se acostuma a levar tão em conta o que os outros nos diz, o que pensam e o que sonham para nossa vida?! Ora bolas!  Não temos que ser sempre o que as pessoas esperam de nós; porque as pessoas também não são sempre o que esperamos delas. Temos apenas que seguir a estrada, acompanhado nosso ritmo, burlando os códigos hipócritas que desejam nos aprisionar em um mundinho enfeitado de aparências! É compreensivo que as pessoas queiram nos ensinar a viver, mas é igualmente compreensivo que desejemos viver a nosso modo. Nem tudo que aprendemos deriva do que os outros nos diz, pois também somos minúsculos pedaços de experiências!
 Temos  que sonhar, mas não  podemos esquecer que as pessoas mentem, fingem, se escandalizam com posturas que não seja o seu reflexo. Tão melhor assim, não sejamos nós também meros espelhos, porque tais quais os mesmos poderemos nos quebrar. Nem tudo está perdido, o dia segue... E aquilo que eu não conseguir ser, viver ou sentir hoje, virá num outro dia de tempestade. Isso me faz sentir uma força maior, tal qual o Nilo, assim também segue minha vida, com períodos de cheias e de instabilidade, a vida lá corria ao encontro  da cor  verde, e a vida cá também apetece abundância.
 Joselma

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

        

         

A saudade é constante, mesmo na calmaria do que sinto.
As promessa de futuro bom, poesia em dia frio
, café fresco de manha, e banho relaxante ao fim do dia, são aos meus olhos um campo verde; uma bela paisagem ao longe. Um Oasis.

O que sinto é simplesmente complexo e complexamente simples...
É carinho, é calor, mas, também incerteza e medo.
É a água e a sede que não cessa.
É caminhar confiante, rumo ao desconhecido.

A tua companhia mesmo ausente, é a esperança constante do nascer do dia.
É estar leve e com a alma em paz. É chegada e é partida
É brisa fresca em dia quente. É minha calma subitamente agonizando.
 
O que sinto, é o que mais quero e o que mais temo:
É a certeza que seguiremos de mãos dadas, estranhamente conformados com a difícil missão de viver a dois:
Um deixando o outro quase sempre insatisfeito, e fazendo quase nunca as próprias vontades.

O que sinto, não me cega; me deixa ver que o mundo é bonito mas, imperfeito, onde nem sempre o sol brilha mas, também nem sempre chove...

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                         
Tomar decisões de cabeça quente às vezes  pode ser um bom remédio, porque quando esperamos as coisas esfriarem agimos sem emoção, e, a vida sem emoção  está fadada a infelicidade! A  Felicidade pede urgência para existir! Ela suplica que sejamos  menos cautelosos e mais audacioso, ela pode perdurar na calmaria mas  seu alimento essencial sempre será o inesperado,é preciso  senti-la antes que  venha  a sensação  do ..."  tarde demais!" 

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011


Minha alma
Minha alma tem cheiro de liberdade e gosto de incerteza...
Tem as cores da alegria e vislumbra tão somente conhecer a novidade da cada manhã.
Tem o dom de não pertencer a ninguém, mas tem a astúcia de promover laços!
Minha alma sente a vida com o peso de uma pluma... Mas se torna pedra bruta quando encontra o desconhecido.
Minha alma é quente como o sôfrego do meio-dia, mas busca tão somente repousar em um lago de surpresas.
 Minha alma se perde quando se encontra se reestabelece quando se perde.
É uma vítima com arma em punho, esperando o inesperado, vivendo o que as conveniências não permitem.
Minha alma se derrama nos mistérios e sorrir do medo, mas ela também sente medo. Medo de não saber o caminho de volta para o corpo.
Minha alma é conforto, mas também é labirinto de angústia.
 Ela é forte como os ventos que sopram nas noites do deserto, mas ela também é,e sempre será um pássaro ensaiando o seu primeiro voo. 


Joselma 

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Muitas vezes nos deparamos com situações que nos põe a refletir.
 Um dia desses estive pensando sobre isso! Algumas pessoas lamentam-se de não saberem demonstrar o que sentem. Outras de não poderem esconder...
 Mas no meu disso tudo descobri que existem ainda aqueles que simplesmente não sentem. Não se trata de guardar mágoas, nem de esterilizar o pensamento, mas de admitir que os sentimentos assim como tudo que construímos podem estar sujeito a efemeridade, podem se tornar apenas lembranças.
   As pessoas muitas vezes ficam á procura de motivos pra dizer adeus, a falta de sentimentos, a falta de carinho, a falta de companheirismo... Enfim alguma coisa bem convincente pra dizer adeus, porém, às vezes não é o que falta, é o que sobra!
   É quando você avalia que falta sentido. É quando você enfim percebe que as pessoas podem ser espaçosas demais pra estarem com você, sobretudo dentro do seu coração!
 Não é que elas sejam feias, sujas, incompreensivas! Elas simplesmente sobram, portanto, não é o que falta, mas o que sobra!
  Alguns vivem de ausência, outros de carência. Mas há quem viva de excessos, isso me fez aprender que posso ser excesso, ausência ou desejo.  Que posso representar um tudo ou um nada.
Que para além da nossa explicação, existe as demais, a do outro ou dos outros, existe o risco de ser uma efêmera felicidade para alguém, mas existe dentro de tudo isso a chance de aprender que quando passamos a ser excesso para alguns, poderemos em todo caso simbolizar desejo para outros.
 Nunca saberemos a dose exata do desejo, há quem diga que encantador é morrer de amor, ou não senti-lo nunca. Há quem busque motivos pra fica, pra partir... Se no meio disso tudo não encontrares ausências, faltas... Lembre-se que pode está sobrando alguém dentro de você, dentro dos seus sonhos!!! 

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

CRÔNICA DO AMOR

"Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no
ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a
menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama
este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura
por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim. 

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa". ARNALDO JABOR